Trabalho temporário virou “porta de entrada” do mercado para os jovens, diz entidade
Por Lyvia Justino
A Pesquisa Setorial divulgada esta semana pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem) apurou que, entre abril de 2009 e abril de 2010, jovens em situação do primeiro emprego representaram 12,5% das vagas preenchidas no período. O presidente da entidade, Vander Morales, falou ao blog o trabalho temporário caracteriza-se, hoje, como uma autêntica porta de entrada para os jovens no mercado de trabalho.
“Muitas empresas, quando oferecem a vaga, estão dispostas a treinar esses futuros profissionais. Como consequência, aqueles que se mostram mais preparados após a vigência do contrato temporário têm grandes chances de efetivação na vaga. Há muitas histórias de sucesso de pessoas que começaram a vida profissional como temporário e chegaram a cargos de confiança dentro da empresa. Também pode ser levado em conta a experiência profissional que o jovem adquire quando trabalha como temporário. A chance de aprender muito e, na prática, em pouco tempo atrai cada vez mais jovens”.
A pesquisa também mostrou que a terceira idade responde por aproximadamente 14% do total de contratos com empresas terceirizadas. “Para pessoas com mais idade, o emprego temporário é uma oportunidade para voltar para o mercado de trabalho, aprender um novo ofício ou até reciclar seus conhecimentos profissionais. A maioria das vagas para essa faixa etária está nos setores de comércio e serviços. Dependendo da atividade a ser exercida, também há chances de contratação na indústria”, afirma Morales.
Faturamento cresceu 11%
A pesquisa da Asserttem também mostra que o Brasil tem hoje mais de 31 mil empresas de serviços terceirizáveis, sendo que 15,3 mil estão localizadas nos estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, com um faturamento R$ 43,3 bilhões anuais. O número representa um aumento de 11% em relação a pesquisa anterior, quando o faturamento registrado foi de R$ 40,6 bilhões no ano.
“A tendência de crescimento do setor pode ser verificada ao longo dos anos. Isto porque cada vez mais as empresas percebem que o trabalho temporário pode ser uma ferramenta importante na estratégia dos negócios. No ano de 2009, tivemos exemplos que consolidaram a tendência de crescimento da modalidade. Quando o mundo e o Brasil, a partir do último quadrimestre de 2008, desaceleraram o ritmo de suas produções em razão das incógnitas sobre a crise, a consequência inevitável foi uma redução substancial do emprego. No Brasil, porém, logo no início do ano passado, verificou-se a necessidade de retomar as atividades produtivas. Uma pesquisa encomendada pela Asserttem na época revelou que, no Natal de 2009, tivemos a contratação de cerca de 125 mil trabalhadores temporários, quase 7% a mais do que no ano anterior”, ressalta Vander Morales.
Morales ainda explica que o trabalho temporário pode ser visto como um termômetro do mercado de trabalho. “Com a economia aquecida, todos os setores também são beneficiados e a consequência é a geração de empregos. Quando aumenta a contratação, significa que a economia está respondendo positivamente. E quando ela estabiliza, o passo seguinte natural é a efetivação desses temporários. Diariamente o Brasil tem, em média, 850 mil temporários em atividade, o que faz de nosso país o 4º colocado no ranking mundial do setor”
A Pesquisa Setorial divulgada esta semana pela Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem) apurou que, entre abril de 2009 e abril de 2010, jovens em situação do primeiro emprego representaram 12,5% das vagas preenchidas no período. O presidente da entidade, Vander Morales, falou ao blog o trabalho temporário caracteriza-se, hoje, como uma autêntica porta de entrada para os jovens no mercado de trabalho.
“Muitas empresas, quando oferecem a vaga, estão dispostas a treinar esses futuros profissionais. Como consequência, aqueles que se mostram mais preparados após a vigência do contrato temporário têm grandes chances de efetivação na vaga. Há muitas histórias de sucesso de pessoas que começaram a vida profissional como temporário e chegaram a cargos de confiança dentro da empresa. Também pode ser levado em conta a experiência profissional que o jovem adquire quando trabalha como temporário. A chance de aprender muito e, na prática, em pouco tempo atrai cada vez mais jovens”.
A pesquisa também mostrou que a terceira idade responde por aproximadamente 14% do total de contratos com empresas terceirizadas. “Para pessoas com mais idade, o emprego temporário é uma oportunidade para voltar para o mercado de trabalho, aprender um novo ofício ou até reciclar seus conhecimentos profissionais. A maioria das vagas para essa faixa etária está nos setores de comércio e serviços. Dependendo da atividade a ser exercida, também há chances de contratação na indústria”, afirma Morales.
Faturamento cresceu 11%
A pesquisa da Asserttem também mostra que o Brasil tem hoje mais de 31 mil empresas de serviços terceirizáveis, sendo que 15,3 mil estão localizadas nos estados de São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro, com um faturamento R$ 43,3 bilhões anuais. O número representa um aumento de 11% em relação a pesquisa anterior, quando o faturamento registrado foi de R$ 40,6 bilhões no ano.
“A tendência de crescimento do setor pode ser verificada ao longo dos anos. Isto porque cada vez mais as empresas percebem que o trabalho temporário pode ser uma ferramenta importante na estratégia dos negócios. No ano de 2009, tivemos exemplos que consolidaram a tendência de crescimento da modalidade. Quando o mundo e o Brasil, a partir do último quadrimestre de 2008, desaceleraram o ritmo de suas produções em razão das incógnitas sobre a crise, a consequência inevitável foi uma redução substancial do emprego. No Brasil, porém, logo no início do ano passado, verificou-se a necessidade de retomar as atividades produtivas. Uma pesquisa encomendada pela Asserttem na época revelou que, no Natal de 2009, tivemos a contratação de cerca de 125 mil trabalhadores temporários, quase 7% a mais do que no ano anterior”, ressalta Vander Morales.
Morales ainda explica que o trabalho temporário pode ser visto como um termômetro do mercado de trabalho. “Com a economia aquecida, todos os setores também são beneficiados e a consequência é a geração de empregos. Quando aumenta a contratação, significa que a economia está respondendo positivamente. E quando ela estabiliza, o passo seguinte natural é a efetivação desses temporários. Diariamente o Brasil tem, em média, 850 mil temporários em atividade, o que faz de nosso país o 4º colocado no ranking mundial do setor”